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November 10 Carta aberta dos Movimentos Sociais de Mato Grosso do Sul Ypo’i – Terra, Justiça e VidaMais uma luta Guarani por terra ganha o mundo com contornos de crueldade. Cansados de prazos não cumpridos e promessas jogadas ao vento, algumas famílias desse tekoha-terra tradicional, nas cabeceiras do riacho do mesmo nome, afluente do rio Iguatemi, no município de Paranhos-MS, retornaram à sua terra, no dia 29 de outubro. A alegria e a celebração da volta durou pouco. Em menos de três dias foram surpreendidos por um bando de jagunços a serviço dos fazendeiros. Chegaram atirando e batendo em todos, conforme depoimento dos integrantes do grupo, praticamente todos saíram machucados pela ação violento dos jagunços. Na hora do desespero e correria, dois adolescentes e dois professores não conseguiram retornar com o grupo. Os adolescentes reapareceram depois de dois dias, bastante machucados, enquanto os dois professores continuam desaparecidos até hoje, já há uma semana. Houve até rumores de que os corpos deles haviam sido localizados, porém até hoje não se tem nenhuma informação oficial a respeito da localização ou até ocultação dos corpos. Diante de mais essa brutalidade contra um grupo Guarani, que, apenas quer um espaço para viver em paz com sua comunidade, produzir seus alimentos, fazer suas festas e celebrações, reverenciar seus antepassados e talvez fazer os espíritos das florestas voltarem, é que nós, movimentos sociais vimos a público externarmos nosso repúdio à violência e assumirmos o compromisso solidário na sua luta pela terra. Como entidades da coordenação dos movimentos sociais deste estado, queremos também manifestar nosso repúdio às ações e declarações do governo de MS contra a demarcação das terras indígenas, bem como das lamentáveis ações do agronegócio e suas organizações que estão procurando inviabilizar o reconhecimento das terras dos Kaiowá Guarani e Terena. Com nosso gesto, queremos nos unir a milhares de pessoas que no Mato Grosso do Sul, no Brasil e no mundo, prestam seu apoio solidário ao povo Guarani e exigem a imediata demarcação de todas as terras desse povo, bem como as terras dos quilombolas e sem terra. Exigimos apuração ágil dos fatos, julgamento e punição dos responsáveis por essas violências, além da reparação da dívida histórica através da imediata identificação e demarcação de todas as terras Kaiowá Guarani. Campo Grande, novembro de 2009 Coordenação dos Movimentos Sociais do Mato Grosso do Sul Comissão de Direitos Kaiowá Guarani Campanha Povo Guarani Grande Povo Conselho Indigenista Missionário – CIMI-MS Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB-MS Movimento de Mulheres Camponesas – MS FIAN – Brasil e Internacional Comissão Pastoral da Terra – CPT MS Movimentos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra – MST MS CDDH – Marçal de Sousa October 26 Escola Ñandejara Conquista Titulo da Copa da juventude 2009
Por já terem feito finais da copa da juventude e Jems o jogo foi disputado lance a lance dentro e fora das quatro linhas, os gol saiu só no segundo tempo o time do Ramona fez contra aos três minutos e a atleta da Ramona marcou e empatou o jogo. Aos nove minutos Tainara chutou de longe e fez o gol do título. Segundo os treinadores Paulo Roberto e Vinicius Artemam pelo esforço e preparação do time já e hora de conquistar titulo, essa equipe já vinha buscando há muito tempo essa conquista e muito festejada na Escola Ñandejara da Aldeia Te’yikue e foi à moda Guarani e Kaiowa. A Escola Ñandejara Agradece o apoio e incentivo do Departamento de Esporte e da Administração Municipal. Festival Canta Caarapó na Aldeia Te'yikue
Disputa emocionante em várias categorias entre eles, Gospel Infantil, Livre Infantil, Gospel Adulto e Livre Adulto, os jurado tiveram muito trabalho para julgar, foi interrompido por um instante para receber os jogadores campeão da Copa da Juventude contra Ramona de Dourados por 2 a 1. Continuando a cantoria no final, na Categoria Gospel Infantil Tiane Benites ficou em 3°,Nathyely Marques em 2° e Jazanea Benites em 1° , na Categoria adulto Gospel Paulinho de Souza em 3°, a dupla Adenilson Daniel e Edson Daniel em 2°,Valdir Vilhalva em 1°, e no livre Infantil Lidice Serrano em 3° ,Nadia Ortiz em 2° e Josiane de Souza em 1°,Categoria Livre Adulto Rosali da Silva em 3°,a dupla Eliel Benites e Eliezer Benites em 2° e Valdemilson Benites pela segundo vez consecutivo ficou em 1° lugar. Segundo Organizadores a chuva atrapalhou um pouco, mas prosseguiu com muita animação, esta e 5° edição do evento no município na aldeia e segundo evento mais importante depois da semana dos povos Indígenas. Video no www.tekoarandu.org Link galeria de video ou www.youtube.com/devanildoramires Links Direto
October 20 Alegrias da direita “A notícia sobre a "alegria" da Famasul revela o recrudescimento da disputa ideológica, política, administrativo, parlamentar, judicial e midiática que já está em curso.
O direito à alegria é sagrado e universal. Deveria até constar na declaração universal dos direitos humanos. Agora quando essa alegria se dá com a negação dos direitos coletivos de povos ou comunidades, então o nome é outro, é no mínimo sacanagem.
A corda e o acórdão Quando os interesses de políticos e grupos econômicos tentam tripudiar sobre o direito dos povos indígenas, estão na verdade fazendo apenas uma leitura jurídica, insustentável quanto ao processo dos direitos dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Gostaria de trazer a análise que a esse respeito faz um dos maiores conhecedores em termos de legislação referente aos povos indígenas hoje no Brasil. Ele assim se expressa a respeito da “temporalidade”, com a qual trombetearam forças da direita que seria o fim da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul: “A ânsia da direita em extrair as conseqüências nefastas e genocidas para os povos indígenas os leva a não considerar ou a menosprezar o seguinte tópico da Ementa do Acórdão do julgamento da Petição nº 3388, que decidiu sobre a regularidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, elaborada pelo Relator, Min. Carlos Brito: Portanto pretender prender com uma corda as terras Guarani, através do referido acórdão é no mínimo uma insanidade.
Sepé Tiaraju
Desde o mês de setembro Sepé Tiaraju, Guarani, é um dos 10 inscritos no livro de Aço dos Heróis Nacionais. Não vi nem ouvi que algum dos 300 mil Guarani sobreviventes do massacre e que hoje estão em cinco países da América do Sul, tivesse se regozijado ou festado a homenagem, justa, sem dúvida. Dos descendentes Estados coloniais querem muito mais do que reconhecimentos, que mais soam a dor de consciência pelo massacre perpetrado do que um gesto de reconhecimento de direitos, e principalmente de suas terras tradicionais, espaços vitais para sua sobrevivência com dignidade.
Os Guarani continuarão sua dura jornada histórica de resistência e luta, buscando cada vez mais articular e unir suas forças para a conquista de seus direitos. O mês de outubro é o mês especialmente dedicado aos povos da Grande Nação Guarani. Vários encontros e eventos estão sendo realizados nos diversos países em que vivem hoje. Na próxima semana será realizada uma Aty Guasu-Grande Assembléia Guarani na Terra Indígena Yvy Katu, um encontro com representantes dos diversos países no Paraná. O Encontro continental previsto a ser realizado com o apoio do Ministério da Cultura e vários outros ministérios e entidades nacionais e internacionais, seria realizaria na aldeia Guyraroka, foi transferido para início do próximo ano para Foz do Iguaçu. Está agendado o III Encontro Continental Guarani, previsto para se realizar no Paraguai no próximo ano. E assim a agenda de luta do povo Guarani vai se ampliando com um mundo cada vez mais solidário com sua causa.
Sepé Tiaraju certamente estará inspirando e dando força a seu povo nessa luta que continua tão desigual quanto em todo o período da invasão colonial. Os Guarani não precisam de um herói no livro de Ação. Precisam sim, o reconhecimento de seus direitos, o respeito e o reconhecimento de suas terras e seu teko – maneira de ser e viver Guarani.
Abrindo portas fechando estradas
Os Terena no Mato Grosso do Sul, decidiram por um ato de visibilidade à situação de morosidade e paralisação dos trabalhos de identificação de suas terras. Na madrugada de ontem fecharam as BR 163 e MS 162 para dizer ao país que os processos de identificação e regularização de suas terras estão inexplicavelmente paralisadas. “Queremos que demarquem logo nossas terras. Só queremos isso. E caso não houver continuidade, nós vamos demarcar nossas terras, do jeito que sabemos fazer”, expressou um dos líderes.
Desta forma, fechando estradas, é que entendem poder abrir as portas para a continuidade dos trabalhos demarcatórios de suas terras. Enquanto a direita comemora os povos indígenas fazem avançar a esperança.
Egon Heck Cimi MS Campo Grande, 7 de outubro de 2009
September 14 Despejo Ñanderu Laranjeiras: o extermíndio é assim Por ordem da justiça, os indígenas tiveram que se retirar até as 12h e 40 minutos deste dia. Mais uma vez foram expulsos de sua terra. Lá tinham casas, mata, rios, histórias. Em meio ao desespero das crianças, de idosos, de todos, uma liderança se levanta e afirma: “O nosso sangue também é vermelho. ” Será? Será leitor que o sangue dos indígenas é tão vermelho quanto o dos não indígenas? Porque se for, o que justifica tanta falta de respeito para com os outros? Pois sim, o problema não é o da cor do sangue, trata-se de um problema social e que não é recente. Tudo começou com a questionável teoria de que Cabral, junto com os demais portugueses, descobriram o Brasil. Por acaso, eles estavam a correr para as Índias em busca de especiarias, quando no meio do caminho tinha uma pepita. Valiosa, mui valiosa amigos. Desde então, o escrivão Pero Vaz de Caminha, já documentara a existência dos povos indígenas. Mas até hoje, muitos insistem na inexistência deles. Ou na crença de que eles não eram daqui. Os portugueses, salvo muitos da atualidade, invadiram o Brasil. Impuseram sua língua, sua religião, seus costumes, seus hábitos alimentares. E muitas de suas limitações para entender a lógica cultural dos outros. E há mais de 500 anos, os povos indígenas vem sendo execrados pela sociedade por lutarem para que sua cultura permaneça. Lutando pela garantia de sua identidade étnica; que o capitalismo persiste em massificar. Por acaso, o “dono”, (digo assim porque não consigo compreender, conceber a terra enquanto propriedade privada) da fazenda onde os índios Guarani e Kaiowá da Ñanderu Laranjeiras foram despejados é conhecido como Português. Sei que há muitos portugueses que não merecem essas palavras, mas não importa, não é a eles a quem me refiro. O Português conseguiu, por enquanto, que os índios fossem expulsos de suas terras. Os índios, sem ter para onde ir, foram para o lado de lá da porteira, onde a extinta floresta, é cortada por uma rodovia veloz. Montaram barracas de lona, simples e barata doada por alguém, que com certeza não resistiria à água que prometia os céus. Nem ao sol escaldante que precedia tal chuva. Foi embaixo desse sol escaldante, em que se prostravam crianças, idosos, homens e mulheres em posição de desespero e luta; juntos, unidos, que receberam a presença esperada da Polícia Federal. Em várias viaturas, vestidos de preto, os homens com armas, as mulheres com spray de pimenta, chegaram para o “diálogo”. As crianças Guarani e Kaiowá olhavam curiosas e intrigadas sem entender o motivo da presença dos policiais ali. Já os policiais, olhavam intrigados a se perguntar do porquê os índios davam as mãos, as mulheres batiam a taquara no chão, em roda, homens, mulheres, crianças, sorrindo, cantando. Rezando. O Português chegou. Os índios em coro pediam para que ele saísse. Ele não podia compartilhar tanta tristeza. Ele era o culpado. Quando as viaturas se foram, deixaram aos índios um prazo de cinco dias para retirarem as estruturas de suas casas e a permissão para que eles permanecessem em frente a fazenda. No limite da porteira até a beira da rodovia. Isso, para que pudessem recomeçar já que são de lugar nenhum e lá estão, em vigília constante. De mãos dadas puxaram um guaxiré, esperançosos por justiça, desamparados, abandonados. Mas não terão medo. E Não desistirão. Porque são o povo Guarani, o grande povo. A chuva chega no sol poente. Os Guarani e Kaiowá ficaram lá. Mais uma vez, a esperar. Maldito seja o latifúndio. Malditas sejam todas as cercas da propriedade privada. Demarcações Já!
September 04 POVO GUARANI KAIOWÁPor Tonico Benites O processo de colonização do território guarani kaiowá começou no período colonial e perdura até os dias atuais. A partir do século XVII seu território foi considerado terra devoluta e os guarani taxados como pagãos, infiéis, errantes e bélicos. O modo de viver dos indígenas não estaria de acordo com a virtude morais e o preceito normalidade da cultura ocidental dominante. Assim, justificavam a interferência na vida dos indígenas através de atividades catequéticas e civilizatórias na lógica de dominação européia. Subtraindo e comercializando os recursos naturais e exterminando os povos indígenas através de processos de violências truculentas. Essas inúmeras descrições e argumentações dos jesuítas, viajantes e administradores coloniais servem até hoje como bases para sistematizar a política de etnocídio na América do Sul. A etnia guarani kaiowá do Mato Grosso do Sul foi uma das vítimas dessa política de extermínio. A partir do século XX, ocorreu a ocupação planejada do território guarani pelos pecuaristas apoiados pela política do Estado, através do órgão indigenista Serviço Proteção aos Índios, criando entre 1915 e 1928 oito minúsculas áreas denominadas de Posto Indígena, exclusivamente para confinar as famílias guaranis e liberar o resto das terras aos fazendeiros. Atualmente, essas áreas criadas não oferecem os mínimos recursos naturais e estão superlotadas. Os indígenas se deparam com diversas situações degradantes e constrangedoras para viver como guarani kaiowá, condenados a sobreviverem confinados em uma terra destruída e sem água potável. Sem condições de se manifestar segundo a cultura guarani. Por esse motivo, grande parte dos integrantes do guarani kaiowá, nos últimos vinte anos entrou em estado de profundo desespero, perplexidade e melancolia, situação que levou ao suicídio mais de 1.000 guarani. Hoje os guarani kaiowá do MS somam aproximadamente 45.000 indivíduos e estão distribuídos em espaços de terras com tamanhos variados, em diferentes condições de regularização fundiária (demarcadas, identificadas, sem nenhuma providência e aguardando reconhecimento do Estado) os quais denominados de posto indígena, aldeia, reserva, terra indígena, acampamento, área conflito. São assentados também em margem da rodovia e periferia das cidades. Neste contexto, os agentes das instituições públicas e organizações religiosas têm compreensão e discursos homogêneos sobre o guarani kaiowá. Contribuem com diversas políticas públicas homogeneizantes, com o intuito de transformar o kaiowá em cidadão comum menos favorecido, assim sendo explorado a mão de obras indígenas como escravos nas usinas de álcool. A Justiça Federal interrompeu os procedimentos de regularização de muitas terras e mandou expulsar os indígenas de suas terras tradicionais. Em decorrência disso muitos líderes kaiowá foram assassinados por pistoleiros das fazendas ou presos ilegalmente por reivindicar as suas terras originais. Não há punição para esses crimes. Essas situações dramáticas foram configuradas principalmente por falta de terras e escassez de recursos naturais. Diante dos fatos vividos os líderes guarani resistem e lutam pela recuperação da terra, baseados nos seus direitos constitucionais Constituição Federal de 1988. Visando a garantir a continuidade de modo de ser e viver do guarani kaiowá. Nota: Tonico Benites é Guarani Kaiowá, professor, mestre e doutorando em antropologia pela UFRJ/RJ August 28 Ponto de Cultura Teko Arandu realiza curso de informáticaPonto de Cultura Teko Arandu começa a realizar curso de informática para comunidade da aldeia Te’yikue, o objetivo é que os Guarani e Kaiowá dominem a tecnologia do futuro e se torna uma tradição e assim comece a fazer o computador falar a Língua Guarani e se torna uma ferramenta importante para estar divulgando a vida cotidiana de um povo de cultura muito rica no estado, mas, a mídia não mostra e a sociedade é desenformada. No total são dez pessoas entre eles duas agentes de saúde Maria Celina e Zenobia Araujo Martins, Liderança Israel Quevedo, os alunos do Ensino Fundamental Paulinho De Souza e Domiciano Vera, Aluno do Ensino Médio Elizane de Souza , duas da comunidade Nardo Daniel e João Vera , e um técnico Indígena de agricultura do viveiro Graciano Fernandes . As aula serão todas as sexta-feira com carga horária de quatro horas,o curso e ministrado pelo professores Quederson Akio, Guilherme Nogueira Acadêmico de Historia na UCDB Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande MS, e monitores indígena Devanildo Ramires, Elivelton de Souza e técnico Laércio Careaga, a aula terá uma duração de quatro meses Dezembro com certificado. August 24 Viagem de intercâmbio Guarani em vídeo documentárioPor Caroline Maldonado - 2009-08-21 A viagem de intercâmbio, que reuniu, entre 29 de março e 5 de abril, indígenas Guarani do Brasil, Paraguai e Argentina vai ser documentada em vídeo. Hoje, dia 21, Luiz Arce, da aldeia Itaguassu, do Paraguai e Lídio Cavanha, da aldeia Te’iý kue, que fez as imagens, se reuniram no Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi) para iniciar a edição das imagens. Eles contam com a colaboração da equipe de comunicação do núcleo para produzir dois documentários. Um menor e um com a íntegra de todos os depoimentos e acontecimentos. Amanhã, chega também o argentino, Nicanor Benites, da aldeia Tekoa Arandu.
A pesquisadora do Neppi, Rosa Colman participou do grupo que visitou 14 aldeias indígenas de Dourados, Ponta Porã, Antônio João, Coronel Sapucaia, Japorã e aldeias do Paraguai e Argentina. O objetivo do projeto da viagem foi alcançado, diversas situações vivenciadas pelos Guarani foram relatadas pelos representantes das comunidades visitadas e a luta pela garantia dos direitos indígenas, em especial a terra foi tema das discussões em todas as regiões. Participaram também, os Guarani Hilário Acosta, da aldeia Takuapi, Nicanor Benites, da aldeia Tekoa Arandu, (Argentina-Missiones), Luiz Arce, da aldeia Itaguasu, Rafael Recalde, Mariano Ferreira, Lorença Fernandes, da aldeia Jukyry (Paraguay), Nelson Cabreira, Antonia Cabreira, Alicelia Cabreira, da aldeia Karumbe, Lídio Cavanha Ramires, da aldeia Te’ýi Kue, Plácido Romero, da aldeia Ñanderu Marangatu e Joaquim Adiala, da aldeia Porto Lindo (Brasil). ![]() ![]()
O movimento dos professores Guarani e Kaiowa anuncia 15°EncontroO movimento dos professores Guarani e Kaiowa de Mato Grosso Do Sul, anuncia 15°Encontro dos Professores e Lideranças Guarani e Kaiowa, entre 25 a 28 de Novembro 2009, na Aldeia Pirajuí em Paranhos, Município que abriga 5 aldeia Guarani ,em cuja fronteira também se encontra inúmera aldeias Guarani do País vizinho. Serão convidados representantes indígenas da nação Guarani do Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Portanto, será um encontro internacional. A temática do Encontro -Língua Guarani, seus contextos e suas políticas lingüísticos- Será de extremas importâncias para o atual momento que vive nosso povo, inserido no contexto do MERCOSUL. O momento contribui para aumentar a qualidade do ensino em nossas escolas, pois se trata de um evento que configura como formação continuada. Segundo Anastácio Peralta membro da equipe organizadora ‘’o evento e muito importante para educação Escolar Guarani e Kaiowa melhorando a sua pratica pedagógica tradicional’’. July 16 Projeto Ára Verá Comemora 10 anosCURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS COMEMORA DEZ ANOS No próximo dia 24 de julho acontecerá a comemoração dos 10 anos do Curso Ára Verá (espaço–tempo iluminado) - Curso Normal em Nível Médio de Formação de Professores Guarani e Kaiowá -, na Casa de Formação Óga Arandu Verá (antigo Clube União), Posto da Capela, Rodovia Dourados-Caarapó, onde estarão reunidos os ex-alunos e os atuais, já na terceira turma. Todos os professores, gestores e mestres tradicionais (Ñanderu e Ñandesy) que participaram da construção desta história estão convidados. Esta não é uma festa qualquer. Ela significa não só os dez anos de existência do curso, mas uma luta muito maior dos Guarani e Kaiowá e seus apoiadores, no sentido de construir uma educação escolar indígena, específica, bilíngüe, intercultural e comunitária, conforme a lei determinou, a partir de 1988, com a Constituição Federal e as demais legislações. Para que esta construção se efetive com qualidade, é necessária a formação de professores indígenas, para que eles próprios, conhecedores de sua realidade, sejam os protagonistas destas mudanças. E foi isto o que aconteceu, por iniciativa do Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, desde 1991, e suas lideranças, cuja proposta foi acolhida pelo governo estadual de Mato Grosso do Sul, em 1999, e efetivada em convênio com os Municípios da região sul do Estado, sendo levada adiante pelos atuais mandatários estaduais e municipais, apoiada pelo MEC, UCDB, UFGD, FUNAI e FUNASA. A terceira turma, com 75 alunos, iniciada em 2006, já está chegando ao final do curso. A primeira iniciou em 1999 e formou 70 professores, sendo que a segunda começou em 2002 e formou 54, sendo, portanto, 199 professores Guarani e Kaiowá formados e a maioria atuando junto às escolas de suas comunidades. Percebe-se mudanças significativas entre os professores: muitos perderam o medo, passaram a assumir sua própria identidade, sentindo-se valorizados, seguros e motivados para enfrentar os desafios de construir uma escola realmente indígena e de qualidade, voltada para a sua realidade, para as suas comunidades, com as quais passaram a se envolver e se comprometer mais: “Durante o curso o espírito guarani/kaiowá falou mais alto, porque tenho mais orgulho de ser um índio Kaiowá”, diz um ex-aluno. Outro comenta: “Comecei a me envolver mais com a comunidade, a me interessar nos problemas que a minha comunidade está passando”. Outro ainda fala: “O meu lema é desamarrar a consciência do meu povo. Sei que é difícil. Essa dificuldade é um avanço para mim, o problema e a dúvida estão sempre me cutucando...” O curso tem por objetivo habilitar professores Guarani e Kaiowá, em nível médio, para o exercício do magistério em Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. A proposta pedagógica constitui-se num processo integrado às práticas vivenciadas pelos Guarani e Kaiowá, as quais se baseiam em três grandes fontes: teko (vida, cultura), tekoha (território, lugar de viver) e ñe’e (língua, alma), pelas quais se articulam os conteúdos e a metodologia do curso, de forma intercultural, interdisciplinar e bilíngüe, tendo em vista a produção e a sistematização de conhecimentos, tanto indígenas como não-indígenas. Os professores-cursistas já produziram e publicaram várias obras em Guarani: Ñe’e Poty Kuemi (contos), a coleção Ñane Mba’eteéva Atykue de receitas tradicionais: “Ñemombe’u Je’upy Rehegua (comidas e bebidas), “Te’ýi Rembiapo (artefatos) e Ñembohoky Ñe’e Tesai Rehehápe (remédios); Tekopotyryakuã (livro de textos para anos iniciais); está no prelo o livro Ñemborari (de movimentos corporais para defesa pessoal) e, em fase final de produção, um livro de mapas de aldeias Guarani e Kaiowá de MS. Uma das grandes conquistas do Curso Ára Verá, cuja iniciativa partiu dos alunos, apoiada por seus professores e concretizada pelo Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, foi a luta pela criação e instalação do Curso Superior de Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu, na UFGD, com mais de cem alunos e já na segunda turma. Veronice Lovato Rossato (Jornalista, Ms em Educação e Professora do Curso Ára
Verá) July 07 Escola Loide Bonfim prepara mais
A escola Loide Bonfim Andrade extensão da Ñandejara-Pólo da Aldeia Te’yikue Caarapó-MS , prepara VI Edição ‘’ Projeto Sabor da Terra ‘’ já desde da segunda-feira os alunos tem aula pratica e são eles mesmo que preparam, o evento já e uma tradição da localidade todo ano a coordenação, professores, Aluno e comunidade apresenta a sua comida e bebida tradicionais e não tradicionais , segundo e coordenadora Pedagógica Rosileide Barbosa o objetivo e que as famílias produz a aproveite a sua matérias prima. June 30 Recuperação cultural e espacial no cotidiano de jovens indígenasPor:Maria Alice da CruzFotos: Antônio ScarpinettiEdição das imagens: Luís Paulo Silva[25/6/2009] Um dia empurrados pela colonização européia, os primeiros habitantes do Brasil viram suas aldeias perdendo cada vez mais espaço para viver sua cultura, principalmente a caça, a pesca e os rituais. Hoje, seus descendentes têm até escolas de nível fundamental, médio e licenciatura, mas são muito mais que o número de famílias que habitavam a região da fronteira Brasil-Paraguai antes de os fazendeiros chegarem. Mais orientados, os jovens da aldeia sabem o pedaço de terra que os pertence e precisam para garantir sua sobrevivência. “Se as crianças e os adolescentes vão às terras das fazendas para caçar e pescar sofrem violência por parte dos fazendeiros”, acrescentou o diretor da Escola Ñande Jará, em Dourados, Lídio Cavanha Ramires, na abertura do seminário “Oguatá Porá”. O evento, realizado na quarta-feira (24), faz parte da parceria entre o Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp, o Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi) e da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS). June 25 Dia do Temity Ara na Aldeia Te'yikueFoi celebrado hoje, dia 24 de junho, a festa do Temity Ara, batismo das sementes e da roça, na aldeia te'ýikue.
Esta data marca o início do calendário Kaiowá, segundo o prof. Eliel
Benites. Durante o encontro, houve encontro de rezadores, exposição de
fotos do primeiro Aty Guassú (1995) e imagens antigas dos Guarani que
estavam no aacervo do Museu do Índio (1927). Houve almoço
de comidas típicas como locro e chicha. Participaram da atividade, além
da comunidade, representantes da Câmara Municipal, inclusive o vereador
indígena Otoniel Ricardo, a Universidade Católica Dom Bosco e o CIMI.
Durante a cerimônia, foi possível observar a alegria dos
Kaiowá com sua dança, sua religiosidade e suas tradições. Foi um
momento bastante significativo em que o apoio do Ponto de Cultura e do
Ministério da Cultura foram importantes para a realização
da cerimônia. Esta comunidade tem manifestado grande interesse na
revitalização de projetos
relacionadas à produção de alimentos. Entre as necessidades levantadas
durante a festa, temos o fortalecimento de iniciativas como mais pontos
de cultura para as áreas
Guarani, políticas culturais que visem atender os jovens indígenas
(teatro, dança, música, foto, vídeo), propostas que visem a
continuidade destes pontos (economia da cultura, oficinas elaboração de
projetos, laboratório de edição de vídeo) e que articulem (acesso à
internet) várias comunidades. Fontes. www.tekoarandu.org June 17 Cras da Aldeia Te'yikue realiza a pré Conferência da Assistencia SocialEsta sendo realizada uma pré conferência da assistência social a pedido das assistências e comunidade, para levantar proposta na conferência em Caarapó MS, no dia 25 de Junho de 2009, local centro da criança da cidade, também será eleito os delegados para representar a aldeia. Alem do grupo das mulheres Kuña Arandu Kuera, tiveram também Vereador Otoniel Ricardo, Alessandra Galbin representando a Funai, Miria Oliveira Marques da Ação Social, Aline Feltrin Psicóloga, Jose Hemilson Psicólogo,Eliel Benites Coordenador da Escola Estadual Yvy Poty,Renata Castelão Coordenadora da Escola Municipal Indígena Nandejara-Pólo, Jose Lescano Lideranças, Rosany Dacome. Os principais tema que serão discutido, são Participação e Controle Social, Dimensão Controle Social e outros assuntos importante da sociedade Indígena e não indígena. Jerry Espindola Visita o projeto Musicalizando da Aldeia Te'yikueImagem Elivelton de Souza O musico Jerry Espíndola esteve dia 10. 06.2009 na quarta feira na Escola Ñandejara da aldeia Te’yikue Caarapó-MS ,dando palestra ao aluno do Projeto Musicalizando da aldeia Te'yikue Caarapó MS, em parceria com a FUNATI,mesmo com muita chuva ele fez questão de visitar a aldeia, ficou muito impressionado na apresentação do aluno na recepção juntamente com o professor Roberto Teixeira,na ocasião ele contou a sua historia e cantou de ante de vários aluno presente, Jerry é o mais novo dos irmãos Espíndola, chamado por eles de "temporão", apelidado pela mãe Alba de Jerry. Desde pequeno, pela influência dos irmãos Tetê, Geraldo, Celito e Alzira, que já faziam sucesso em São Paulo com o Tetê e o Lirio Selvagem, Jerry sempre quis ser músico. Na época do "Lirio Selvagem", quase toda a família se transladou para São Paulo, somente o pai Francisco continuou residindo em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). E Jerry viu de perto todo o glamour da vida de um artista, e aprendeu os erros dessa vida bem cedo. Segundo Professor Roberto Teixeira o objetivo dessa visita que os alunos do projeto se interessam e conheçam os artistas e a musica sul mato-grossense, não só ele, mas, também os outros artistas do estado como Guilherme Rondon, ao fim da sua apresentação os professores Indígena agradeceu a sua presença na aldeia. June 09 Projeto Muzicalizando da aldeia Te'yikue recebe os violõesNesta terça-feira, dia 09 de Junho, foram entregues, na escola Indígena Ñandejara, os instrumentos do projeto Musicalizando. Além do professor do projeto, Roberto Teixeira estiveram presentes o Vereador Otoniel Ricardo, o Capitão Israel Quevedo, o Secretario de Educação, Apolinário Cândado, o Coordenador de Departamento de Cultura e Turismo, José Carlos Fagundes e o Secretario de Desenvolvimento Econômico, Valter Oliveira. Foram entregues 25 violões, cinco estantes, 25 cordas de violão, 30 baterias de nove Walts, 50 cadernos de música e 50 livros de iniciação de violão. O investimento foi de R$ 23. 700, sendo R$13.700 da prefeitura e R$10.000 das Irmãs da Paróquia São José, por meio da Anari Felipe Nantes. O projeto Musicalizando começou no ano de 2007, com seis alunos estudando na cidade. Hoje, são 82 alunos, que estudam na aldeia. O grupo já apresentou em várias cidades, entre eles Caarapó, Dourados e Campo Grande. No mês de setembro próximo apresentará em Brasília na I Conferência Nacional da Educação Escolar Indígena.
May 19 Protesto na Aldeia Te'yikueOs alunos da Escola Estadual Indígena Yvy Poty de Ensino Médio protesta por falta de pessoas para preparar as merenda, e esta com muita dificuldade para estudar, também a falta de espaço físico para sala de tecnologia quase dois que os computadores chegaram à escola, mas, por falta de sala ate hoje esta na caixa. May 14 Escola Ñandejara-Pólo realiza atividades com alunos
A Bióloga Professora Rosalina P. de Souza do Ensino Fundamental da Escola Ñandejara Polo, juntamente com os alunos
do 9 Ano "A", fizeram um projeto pratico sobre a aulas de quimica que vinha ministrando, junto a eles, visando
a realidade dos mesmos.
As aulas foram produtivas onde os alunos associaram melhor os conteúdos, sobre os diversos tipos de misturas que podemos fazer, possibilitou também um melhor relacionamento entre o professor e alunos.
os mesmos através dos seus desenpenhos confeccionou bolos, queijo, rosca, enfim alimentos preparados por eles, utilizando ingredientes que possuiam.
alunos do 9 Ano para nos aprender novas composições de misturas é importante pois, em nossas casas fazemos diariamente, só que as misturas e não paramos para observar, só fazemos isso se formos estimulados. aprendemos que não e preciso muitos ingredientes, para se fazer um bolo,doce,queijo,pão etc.Mas pouco que temos ,podemos realizar ,fazer coisas que nen nós sabiamos que podia fazer. Todos Nos juntos apredemos muitos mais ainda não sabemos tudos,mas procuramos aprenden tudo que podemos. A coordenadora Renata Castelão disse: Que a importnacia dessa aula de ciências na teoria na sala e ate a familia ,com acesso o ensino aprendizagem , essa aula é muito importante para desenvolvimento de cada professor na prática na sala de aula.
E a professora Rosalina de Souza falou:Que Tive o prazer de desenvolver o conteúdo tanto quanto na prática ,estimulei todos na sala a fazer a sua mistura e verificar o resultado, o que e interessante, e que todos querem ver o resultados do trabalho .Obtive bons resultados e percebi que quando se associa os conteúdos com a realidade dos alunos o aprendizam tem um ótimo retorno. |
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