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    November 10

    Carta aberta dos Movimentos Sociais de Mato Grosso do Sul Ypo’i – Terra, Justiça e Vida

    Mais uma luta Guarani por terra ganha o mundo com contornos de crueldade. Cansados de prazos não cumpridos e promessas jogadas ao vento, algumas famílias desse tekoha-terra tradicional, nas cabeceiras do riacho do mesmo nome, afluente do rio Iguatemi, no município de Paranhos-MS, retornaram à sua terra, no dia 29 de outubro.  A alegria e a celebração da volta durou pouco. Em menos de três dias foram surpreendidos por um bando de jagunços a serviço dos fazendeiros. Chegaram atirando e batendo em todos, conforme depoimento dos integrantes do grupo, praticamente todos saíram machucados pela ação violento dos jagunços. Na hora do desespero e correria, dois adolescentes e dois professores não conseguiram retornar com o grupo. Os adolescentes reapareceram depois de dois dias, bastante machucados, enquanto os dois professores continuam desaparecidos até hoje, já há uma semana. Houve até rumores de que os corpos deles haviam sido localizados, porém até hoje não se tem nenhuma informação oficial a respeito da localização ou até ocultação dos corpos.

    Diante de mais essa brutalidade contra um grupo Guarani, que, apenas quer um espaço para viver em paz com sua comunidade, produzir seus alimentos, fazer suas festas e celebrações, reverenciar seus antepassados e talvez fazer os espíritos das florestas voltarem, é que nós, movimentos sociais vimos a público externarmos nosso repúdio à violência e assumirmos o compromisso solidário na sua luta pela terra.

     Como entidades da coordenação dos movimentos sociais deste estado, queremos também manifestar nosso repúdio às ações e declarações do governo de MS contra a demarcação das terras indígenas, bem como das lamentáveis ações do agronegócio e suas organizações que estão procurando inviabilizar o reconhecimento das terras dos Kaiowá Guarani e Terena.

     Com nosso gesto, queremos nos unir a milhares de pessoas que no Mato Grosso do Sul, no Brasil e no mundo, prestam seu apoio solidário ao povo Guarani e exigem a imediata demarcação de todas as terras desse povo, bem como as terras dos quilombolas e sem terra.

     Exigimos apuração ágil dos fatos, julgamento e punição dos responsáveis por essas violências, além da reparação da dívida histórica através da imediata identificação e demarcação de todas as terras Kaiowá Guarani.

     Campo Grande, novembro de 2009

     Coordenação dos Movimentos Sociais do Mato Grosso do Sul

    Comissão de Direitos Kaiowá Guarani

    Campanha Povo Guarani Grande Povo

    Conselho Indigenista Missionário – CIMI-MS

    Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB-MS

    Movimento de Mulheres Camponesas – MS

    FIAN – Brasil e Internacional

    Comissão Pastoral da Terra – CPT MS

    Movimentos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra – MST MS

    CDDH – Marçal de Sousa

    October 20

    Alegrias da direita

     “A notícia sobre a "alegria" da Famasul revela o recrudescimento da disputa ideológica, política, administrativo, parlamentar, judicial e midiática que já está em curso.
    Os povos indígenas e seus aliados mantém-se maobilizados com sólidos argumentos para impedir a consagração dos interesses capitalistas sobre as terras indígenas e dos trabalhadores.”(Paulo G – 4/10/09)

     

    O direito à alegria é sagrado e universal. Deveria até constar na declaração universal dos direitos humanos. Agora quando essa alegria se dá com a negação dos direitos  coletivos de povos ou comunidades, então o nome é outro, é no mínimo sacanagem.

     

    A corda e o acórdão

    Quando os interesses de políticos e grupos econômicos tentam tripudiar  sobre o direito dos povos indígenas, estão na verdade fazendo apenas uma leitura jurídica,  insustentável quanto ao processo dos direitos dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Gostaria de trazer a análise que a esse respeito faz um dos maiores conhecedores em termos de legislação referente aos povos indígenas hoje no Brasil. Ele assim se expressa a respeito da “temporalidade”, com a qual trombetearam forças da direita que seria o fim da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul:

    “A ânsia da direita em extrair as conseqüências nefastas e genocidas para os povos indígenas os leva a não considerar ou a menosprezar o seguinte tópico da Ementa do Acórdão do julgamento da Petição nº 3388, que decidiu sobre a regularidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, elaborada pelo Relator, Min. Carlos Brito:
    "11.2. O marco da tradicionalidade da ocupação. É preciso que esse estar coletivamente situado em certo espaço fundiário também ostente o caráter da perdurabilidade, no sentido anímico e psíquico de continuidade etnográfica. A tradicionalidade da posse nativa, no entanto, não se perde onde, ao tempo da promulgação da Lei Maior de 1988, a reocupação apenas não ocorreu por efeito de renitente esbulho por parte de não-índios. Caso das fazendas situadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, cuja ocupação não arrefeceu nos índios sua capacidade de resist ência e de afirmação da sua peculiar presença em todo o complexo geográfico da Raposa Serra do Sol"

    Este tópico da ementa aparece logo após o tópico que reconhece o marco temporal dos direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam como sendo o início da vigência da CF, em 5/10/1988.
    Isto significa que os invasores das terras indígenas não têm como pretender se legitimar nas terras que ocupam com base nas agressões e violências que praticaram e ainda praticam contra os povos indígenas.
    E esta é exatamente a hipótese que há décadas massacram os Kaiowá/Guarani, no Mato Grosso do Sul, como oprimem vários outros povos indígenas.”(Paulo Machado)

    Portanto pretender prender com uma corda as terras Guarani, através do referido acórdão é no mínimo uma insanidade.

     

     Sepé Tiaraju

     

    Desde o mês de setembro Sepé Tiaraju, Guarani, é um dos 10 inscritos no livro de Aço dos Heróis Nacionais. Não vi nem ouvi  que algum dos 300 mil Guarani sobreviventes do massacre e que hoje estão em cinco países da América do Sul,  tivesse se regozijado ou festado a homenagem, justa, sem dúvida. Dos descendentes Estados coloniais querem muito mais do que reconhecimentos, que mais soam a dor de consciência pelo massacre perpetrado do que um gesto de reconhecimento de direitos, e principalmente  de suas terras tradicionais, espaços vitais para sua sobrevivência com dignidade.

     

    Os Guarani continuarão sua dura jornada histórica de resistência e luta, buscando cada vez mais articular e unir suas forças para a conquista de seus direitos. O mês de outubro é o mês especialmente dedicado aos povos da Grande Nação Guarani. Vários encontros e eventos estão sendo realizados nos diversos países em que vivem hoje. Na próxima semana será realizada uma Aty Guasu-Grande Assembléia Guarani na Terra Indígena Yvy Katu, um encontro com representantes dos diversos países no Paraná. O Encontro continental previsto a ser  realizado com o apoio do Ministério da Cultura e vários outros ministérios e entidades nacionais e internacionais, seria realizaria na aldeia Guyraroka, foi transferido para início do próximo ano para  Foz do Iguaçu. Está agendado  o III Encontro Continental Guarani, previsto para se realizar no Paraguai no próximo ano. E assim a agenda de luta do povo Guarani vai se ampliando com um mundo cada vez mais solidário com sua causa.

     

    Sepé Tiaraju certamente estará inspirando e dando força a seu povo nessa luta que continua tão desigual quanto em todo o período da invasão colonial. Os Guarani não precisam de um herói no livro de Ação. Precisam sim, o reconhecimento de seus direitos, o respeito e o reconhecimento de suas terras e seu teko – maneira de ser e viver Guarani.

     

    Abrindo portas fechando estradas

     

    Os Terena no Mato Grosso do Sul, decidiram por um ato de visibilidade à situação de morosidade e paralisação dos trabalhos de identificação de suas terras. Na madrugada de ontem fecharam as  BR 163 e MS 162 para dizer ao país que os processos de identificação e regularização de suas terras estão inexplicavelmente paralisadas. “Queremos que demarquem logo nossas terras. Só queremos isso. E caso não  houver continuidade, nós vamos demarcar nossas terras, do jeito que sabemos fazer”, expressou um dos líderes.

     

    Desta forma, fechando estradas, é que entendem poder abrir as portas para a continuidade dos trabalhos demarcatórios de suas terras. Enquanto a direita comemora os povos indígenas fazem avançar a esperança.

     

    Egon Heck

    Cimi MS

    Campo Grande, 7 de outubro de 2009

     

    September 14

    Despejo Ñanderu Laranjeiras: o extermíndio é assim

    Por Lauriene Seraguza

     O tempo está fechado. Do céu, ameaça cair água. Água que tanta falta faz nas panelas dos Guarani e Kaiowá  que foram despejadas ontem, 11 de setembro de 2009 da área indígena Ñanderu Laranjeiras de Rio Brilhante, MS.

    Por ordem da justiça, os indígenas tiveram que se retirar até as 12h e 40 minutos deste dia.  Mais uma vez foram expulsos de sua terra. Lá tinham casas, mata, rios, histórias. Em meio ao desespero das crianças, de idosos, de todos, uma liderança se levanta e afirma: “O nosso sangue também é vermelho. ” Será? Será leitor que o sangue dos indígenas é tão vermelho quanto o dos não indígenas?

    Porque se for, o que justifica tanta falta de respeito para com os outros? Pois sim, o problema não é o da cor do sangue, trata-se de um problema social e que não é recente.

    Tudo começou com a questionável teoria de que Cabral, junto com os demais portugueses, descobriram o Brasil. Por acaso, eles estavam a correr para as Índias em busca de especiarias, quando no meio do caminho tinha uma pepita. Valiosa, mui valiosa amigos. Desde então, o escrivão Pero Vaz de Caminha, já documentara a existência dos povos indígenas.

    Mas até hoje, muitos insistem na inexistência deles. Ou na crença de que eles não eram daqui.

    Os portugueses, salvo muitos da atualidade, invadiram o Brasil. Impuseram sua língua, sua religião, seus costumes, seus hábitos alimentares. E muitas de suas limitações para entender a lógica cultural dos outros.

    E há mais de 500 anos, os povos indígenas vem sendo execrados pela sociedade por lutarem para que sua cultura permaneça. Lutando pela garantia de sua identidade étnica; que o capitalismo persiste em massificar.

    Por acaso, o “dono”, (digo assim porque não consigo compreender, conceber a terra enquanto propriedade privada) da fazenda onde os índios Guarani e Kaiowá da Ñanderu Laranjeiras foram despejados é conhecido como Português. Sei que há muitos portugueses que não merecem essas palavras, mas não importa, não é a eles a quem me refiro.

    O Português conseguiu, por enquanto, que os índios fossem expulsos de suas terras. Os índios, sem ter para onde ir, foram para o lado de lá da porteira, onde a extinta floresta, é cortada por uma rodovia veloz.  Montaram barracas de lona, simples e barata doada por alguém, que com certeza não resistiria à água que prometia os céus. Nem ao sol escaldante que precedia tal chuva.

    Foi embaixo desse sol escaldante, em que se prostravam crianças, idosos, homens e mulheres em posição de desespero e luta; juntos, unidos, que receberam a presença esperada da Polícia Federal. Em várias viaturas, vestidos de preto, os homens com armas, as mulheres com spray de pimenta, chegaram para o “diálogo”. As crianças Guarani e Kaiowá olhavam curiosas e intrigadas sem entender o motivo da presença dos policiais ali. Já os policiais, olhavam intrigados a se perguntar do porquê os índios davam as mãos, as mulheres batiam a taquara no chão, em roda, homens, mulheres, crianças, sorrindo, cantando. Rezando.

    O Português chegou. Os índios em coro pediam para que ele saísse. Ele não podia compartilhar tanta tristeza. Ele era o culpado.

    Quando as viaturas se foram, deixaram aos índios um prazo de cinco dias para retirarem as estruturas de suas casas e a permissão para que eles permanecessem em frente a fazenda. No limite da porteira até a beira da rodovia. Isso, para que pudessem recomeçar já que são de lugar nenhum e lá estão, em vigília constante. De mãos dadas puxaram um guaxiré, esperançosos por justiça, desamparados, abandonados. Mas não terão medo. E Não desistirão. Porque são o povo Guarani, o grande povo.

    A chuva chega no sol poente. Os Guarani e Kaiowá ficaram lá. Mais uma vez, a esperar. Maldito seja o latifúndio. Malditas sejam todas as cercas da propriedade privada. Demarcações Já!


     

    [1] Referência  a música Extermíndio de Fernando Bola.

    [2] laurieneseraguza@yahoo.com.br




    August 28

    Ponto de Cultura Teko Arandu realiza curso de informática

    Ponto de Cultura Teko Arandu começa a realizar curso de informática para comunidade da aldeia Te’yikue, o objetivo é que os Guarani e Kaiowá dominem a tecnologia do futuro e se torna uma tradição e assim comece a fazer o computador falar a Língua Guarani e se torna uma ferramenta importante para estar divulgando a vida cotidiana de um povo de cultura muito rica no estado, mas, a mídia não mostra e a sociedade é desenformada.

    No total são dez pessoas entre eles duas agentes de saúde Maria Celina e Zenobia Araujo Martins, Liderança Israel Quevedo, os alunos do Ensino Fundamental Paulinho De Souza e Domiciano Vera, Aluno do Ensino Médio Elizane de Souza , duas da comunidade Nardo Daniel e João Vera , e um técnico Indígena de agricultura do viveiro Graciano Fernandes .

    As aula serão todas as sexta-feira com carga horária de quatro horas,o curso e ministrado pelo professores Quederson Akio, Guilherme Nogueira Acadêmico de Historia na UCDB Universidade Católica Dom Bosco de Campo Grande MS, e monitores indígena Devanildo Ramires, Elivelton de Souza e técnico  Laércio Careaga, a  aula terá uma duração  de quatro meses Dezembro com certificado.

     

     

     

     

    August 04

    Veja mais Vídeos

    Veja mais Vídeos Clique aqui www.youtube.com/devanildoramires

    O movimento dos professores Guarani e Kaiowa anuncia 15°Encontro

    O movimento dos professores Guarani e Kaiowa de Mato Grosso Do Sul, anuncia 15°Encontro dos Professores e Lideranças Guarani e Kaiowa, entre 25 a 28 de Novembro 2009, na Aldeia Pirajuí em Paranhos, Município que abriga 5 aldeia Guarani ,em cuja fronteira também se encontra inúmera aldeias Guarani do País vizinho.

    Serão convidados representantes indígenas da nação Guarani do Brasil, Argentina, Paraguai e Bolívia. Portanto, será um encontro internacional.

    A temática do Encontro -Língua Guarani, seus contextos e suas políticas lingüísticos- Será de extremas importâncias para o atual momento que vive nosso povo, inserido no contexto do MERCOSUL.

    O momento contribui para aumentar a qualidade do ensino em nossas escolas, pois se trata de um evento que configura como formação continuada.

    Segundo Anastácio Peralta membro da equipe organizadora ‘’o evento e muito importante para educação Escolar Guarani e Kaiowa melhorando a sua pratica pedagógica tradicional’’.

    July 16

    Projeto Ára Verá Comemora 10 anos

    CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS

     COMEMORA DEZ ANOS

    No próximo dia 24 de julho acontecerá a comemoração dos 10 anos do Curso Ára Verá (espaço–tempo iluminado) - Curso Normal em Nível Médio de Formação de Professores Guarani e Kaiowá -, na Casa de Formação Óga Arandu Verá (antigo Clube União), Posto da Capela, Rodovia Dourados-Caarapó, onde estarão reunidos os ex-alunos e os atuais, já na terceira turma. Todos os professores, gestores e mestres tradicionais (Ñanderu e Ñandesy) que participaram da construção desta história estão convidados.  

    Esta não é uma festa qualquer. Ela significa não só os dez anos de existência do curso, mas uma luta muito maior dos Guarani e Kaiowá e seus apoiadores, no sentido de construir uma educação escolar indígena, específica, bilíngüe, intercultural e comunitária, conforme a lei determinou, a partir de 1988, com a Constituição Federal e as demais legislações. Para que esta construção se efetive com qualidade, é necessária a formação de professores indígenas, para que eles próprios, conhecedores de sua realidade, sejam os protagonistas destas mudanças.

    E foi isto o que aconteceu, por iniciativa do Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, desde 1991, e suas lideranças, cuja proposta foi acolhida pelo governo estadual de Mato Grosso do Sul, em 1999, e efetivada em convênio com os Municípios da região sul do Estado, sendo levada adiante pelos atuais mandatários estaduais e municipais, apoiada pelo MEC, UCDB, UFGD, FUNAI e FUNASA.

    A terceira turma, com 75 alunos, iniciada em 2006, já está chegando ao final do curso. A primeira iniciou em 1999 e formou 70 professores, sendo que a segunda começou em 2002 e formou 54, sendo, portanto, 199 professores Guarani e Kaiowá formados e a maioria atuando junto às escolas de suas comunidades. Percebe-se mudanças significativas entre os professores: muitos perderam o medo, passaram a assumir sua própria identidade, sentindo-se valorizados, seguros e motivados para enfrentar os desafios de construir uma escola realmente indígena e de qualidade, voltada para a sua realidade, para as suas comunidades, com as quais passaram a se envolver e se comprometer mais: “Durante o curso o espírito guarani/kaiowá falou mais alto, porque tenho mais orgulho de ser um índio Kaiowá”, diz um ex-aluno. Outro comenta: “Comecei a me envolver mais com a comunidade, a me interessar nos problemas que a minha comunidade está passando”. Outro ainda fala: “O meu lema é desamarrar a consciência do meu povo. Sei que é difícil. Essa dificuldade é um avanço para mim, o problema e a dúvida estão sempre me cutucando...”

    O curso tem por objetivo habilitar professores Guarani e Kaiowá, em nível médio, para o exercício do magistério em Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. A proposta pedagógica constitui-se num processo integrado às práticas vivenciadas pelos Guarani e Kaiowá, as quais se baseiam em três grandes fontes: teko (vida, cultura), tekoha (território, lugar de viver) e ñe’e (língua, alma), pelas quais se articulam os conteúdos e a metodologia do curso, de forma intercultural, interdisciplinar e bilíngüe, tendo em vista a produção e a sistematização de conhecimentos, tanto indígenas como não-indígenas. Os professores-cursistas já produziram e publicaram várias obras em Guarani: Ñe’e Poty Kuemi (contos), a coleção Ñane Mba’eteéva Atykue de receitas tradicionais: “Ñemombe’u Je’upy Rehegua (comidas e bebidas), “Te’ýi Rembiapo (artefatos) e Ñembohoky Ñe’e Tesai Rehehápe (remédios); Tekopotyryakuã (livro de textos para anos iniciais); está no prelo o livro Ñemborari (de movimentos corporais para defesa pessoal) e, em fase final de produção, um livro de mapas de aldeias Guarani e Kaiowá de MS.

    Uma das grandes conquistas do Curso Ára Verá, cuja iniciativa partiu dos alunos, apoiada por seus professores e concretizada pelo Movimento de Professores Guarani e Kaiowá, foi a luta pela criação e instalação do Curso Superior de Licenciatura Intercultural Indígena Teko Arandu, na UFGD, com mais de cem alunos e já na segunda turma.

    Veronice Lovato Rossato

    (Jornalista, Ms em Educação e Professora do Curso Ára Verá)

    July 07

    Escola Loide Bonfim prepara mais

    A escola Loide Bonfim Andrade extensão da Ñandejara-Pólo da Aldeia Te’yikue Caarapó-MS , prepara  VI Edição ‘’ Projeto Sabor da Terra ‘’ já desde da segunda-feira os alunos tem aula pratica e são eles mesmo que preparam, o evento já e uma tradição da localidade todo ano a coordenação, professores, Aluno e comunidade apresenta a sua comida e bebida tradicionais e não tradicionais , segundo e coordenadora Pedagógica  Rosileide Barbosa o objetivo e que as famílias produz a aproveite a sua matérias prima.

     


    June 30

    Recuperação cultural e espacial no cotidiano de jovens indígenas

    Por:Maria Alice da Cruz

    Edição das imagens: 
    Luís Paulo Silva

    Ramires

    [25/6/2009] Um dia empurrados pela colonização européia, os primeiros habitantes do Brasil viram suas aldeias perdendo cada vez mais espaço para viver sua cultura, principalmente a caça, a pesca e os rituais. Hoje, seus descendentes têm até escolas de nível fundamental, médio e licenciatura, mas são muito mais que o número de famílias que habitavam a região da fronteira Brasil-Paraguai antes de os fazendeiros chegarem. Mais orientados, os jovens da aldeia sabem o pedaço de terra que os pertence e precisam para garantir sua sobrevivência. “Se as crianças e os adolescentes vão às terras das fazendas para caçar e pescar sofrem violência por parte dos fazendeiros”, acrescentou o diretor da Escola Ñande Jará, em Dourados, Lídio Cavanha Ramires, na abertura do seminário “Oguatá Porá”. O evento, realizado na quarta-feira (24), faz parte da parceria entre o Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp, o Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi) e da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS).

    Ao falar da Aldeia Caarapó, em Mato Grosso do Sul, à qual pertence, Ramires explicou que, desde que foi formada, em 1924, os 3,6 mil hectares iniciais foram reduzidos para 3.594, com a chegada dos fazendeiros. Marta Maria do Amaral AzevedoAs questões espaciais aumentam com o crescimento populacional, pois, se antes a aldeia contava com 50 famílias (cerca de 400 pessoas), atualmente abriga 5,2 mil pessoas. “Em 85 anos, a população aumentou muito, pois recebe famílias de outras aldeias. Com isso, o espaço para produção de alimentos e para as atividades culturais diminuiu”.

    Entre as questões estudadas na escola, entre os adolescentes e as lideranças, está a questão da manutenção da cultura da comunidade, abalada pelo avanço acelerado da tecnologia, e também da violência. “A preocupação é manter as tradições por causa dos idosos. O interesse das crianças por celularese televisão estão entre as coisas que afetam os idosos. Eles se sentem menos valorizados pelos adolescentes

    Anari Felipe NantesAssim como Ramires, muitos jovens são beneficiados com a criação da Escola Ñande Jará, fundada especialmente para atender crianças e adolescentes da aldeia, em 1997. Atualmente, ele cursa o terceiro ano de licenciatura na Universidade Federal de Dourados, depois de ter recebido formação na escola indígena, que alfabetiza tanto pela ortografia tupi-guarani quanto na língua portuguesa. De acordo com a diretora da escola, Anari Felipe Nantes, a unidade foi inaugurada em parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Mato Grosso do Sul, a partir de um diagnóstico de evasão escolar e repetência. Ela conta que, em contato com lideranças da comunidade, foi constatada a necessidade de se ter uma escola que levasse em considerações a realidade cultural e lingüística da população. “A decisão foi repensar a escola, a partir desta realidade e com a contribuição da comunidade. Precisamos entender qual proposta de educação queriam e o que gostariam que fosse ensinado. Hoje, temos um quadro de 40 professores, dois deles formados na aldeia”, explica.

    A coordenadora do seminário, professora Marta Maria do Amaral Azevedo, disse que o projeto Oguatá Porã surgiu em 2007, com a necessidade, apontada pelo Ministério Público Federal, de um mapeamento dos guaranis localizados na fronteira Brasil-Paraguai. Ela disse que, até hoje, é difícil saber quais são os indígenas que realmente pertencem às aldeias brasileiras. “Nas escolas pertencentes à Ñande Jará chegam crianças do Paraguai precisando se matricular. Não há como negar. Há muitas questões em jogo, como jovens paraguaias que chegam num hospital brasileiro e não podem ser atendidas por terem documentações paraguaias”, enfatiza. A maior tentativa de concretizar um censo dessa população está em andamento numa parceria do Núcleo de Estudos de Povos Indígenas, do Núcleo de Estudos da População e da Universidade Católica Dom Bosco. A ferramenta para armazenar esses dados já está disponível, mas Marta adianta que é um trabalho complexo, pela própria formação das famílias indígenas e distribuição dos domicílios. “Normalmente, uma mesma família se divide em várias casas dentro de um mesmo espaço”. Ramires disse que os professores fazem esforço entre os adolescentes para ouvirem os idosos, colherem o maios número de dados dos avós e outras pessoas da família.

    O coordenador do Programa Kaiowá e Guarani e professor da UCDB, Antônio Brand, explicou que, no decorrer do processo de colonização a população indígena foi “empurrada” e teve de se aglomerar. Cada um tinha sua autonomia, sua liderança, mas acabaram sendo empurrados para o mesmo espaço. Era o único espaço em que um guarani seria reconhecido como tal. Então, os relacionamentos que integram essas comunidades são complexos

    June 25

    Dia do Temity Ara na Aldeia Te'yikue

    Foi celebrado hoje, dia 24 de junho, a festa do Temity Ara,  batismo das sementes e da roça, na aldeia te'ýikue. Esta data marca o início do calendário Kaiowá, segundo o prof. Eliel Benites. Durante o encontro,  houve encontro de rezadores, exposição de fotos do primeiro Aty Guassú (1995) e  imagens antigas dos Guarani que estavam no aacervo do Museu do Índio (1927). Houve almoço de comidas típicas como locro e chicha. Participaram da atividade, além da comunidade, representantes da Câmara Municipal, inclusive o vereador indígena Otoniel Ricardo, a Universidade Católica Dom Bosco e o CIMI. Durante a cerimônia,  foi possível observar a alegria dos Kaiowá com sua dança, sua religiosidade e suas tradições. Foi um momento bastante significativo em que o apoio do Ponto de Cultura e do Ministério da Cultura foram importantes para a realização da cerimônia. Esta comunidade tem manifestado grande interesse na revitalização de projetos relacionadas à produção de alimentos. Entre as necessidades levantadas durante a festa, temos o fortalecimento de iniciativas como mais pontos de cultura para as áreas Guarani, políticas culturais que visem atender os jovens indígenas (teatro, dança, música, foto, vídeo), propostas que visem a continuidade destes pontos (economia da cultura, oficinas elaboração de projetos, laboratório de edição de vídeo) e que articulem (acesso à internet) várias comunidades.
    Fontes. www.tekoarandu.org



    June 17

    Cras da Aldeia Te'yikue realiza a pré Conferência da Assistencia Social

    Esta sendo realizada uma pré conferência da assistência social a pedido das assistências e comunidade, para levantar proposta na conferência em Caarapó MS, no dia 25 de Junho de 2009, local centro da criança da cidade, também será eleito os delegados para representar a aldeia.

    Alem do grupo das mulheres Kuña Arandu Kuera, tiveram também Vereador Otoniel Ricardo, Alessandra Galbin representando a Funai, Miria Oliveira Marques da Ação Social, Aline Feltrin Psicóloga, Jose Hemilson Psicólogo,Eliel Benites Coordenador da Escola  Estadual Yvy Poty,Renata Castelão Coordenadora da Escola Municipal Indígena Nandejara-Pólo, Jose Lescano Lideranças, Rosany Dacome.

    Os principais tema que serão discutido, são Participação e Controle Social, Dimensão Controle Social e outros assuntos importante da sociedade Indígena e não indígena.

    Jerry Espindola Visita o projeto Musicalizando da Aldeia Te'yikue

    Imagem Elivelton de Souza

    O musico Jerry Espíndola esteve dia 10. 06.2009 na quarta feira na Escola Ñandejara da aldeia Te’yikue Caarapó-MS ,dando palestra ao aluno do Projeto Musicalizando da aldeia Te'yikue Caarapó MS, em parceria com a FUNATI,mesmo com muita chuva ele fez questão de visitar a aldeia, ficou muito impressionado na apresentação do aluno na recepção juntamente com o professor Roberto Teixeira,na ocasião ele contou a sua historia e cantou  de ante de vários aluno presente,

    Jerry é o mais novo dos irmãos Espíndola, chamado por eles de "temporão", apelidado pela mãe Alba de Jerry. Desde pequeno, pela influência dos irmãos Tetê, Geraldo, Celito e Alzira, que já faziam sucesso em São Paulo com o Tetê e o Lirio Selvagem, Jerry sempre quis ser músico. Na época do "Lirio Selvagem", quase toda a família se transladou para São Paulo, somente o pai Francisco continuou residindo em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). E Jerry viu de perto todo o glamour da vida de um artista, e aprendeu os erros dessa vida bem cedo.

    Segundo Professor Roberto Teixeira o objetivo dessa visita que os alunos do projeto se interessam e conheçam os artistas e a musica sul mato-grossense, não só ele, mas, também os outros artistas do estado como Guilherme Rondon, ao fim da sua apresentação os professores Indígena agradeceu a sua presença na aldeia.



    June 09

    Projeto Muzicalizando da aldeia Te'yikue recebe os violões

    Nesta terça-feira, dia 09 de Junho, foram entregues, na escola Indígena Ñandejara, os instrumentos do projeto Musicalizando. Além do professor do projeto, Roberto Teixeira estiveram presentes o Vereador Otoniel Ricardo, o Capitão Israel Quevedo, o Secretario de Educação, Apolinário Cândado, o Coordenador de Departamento de Cultura e Turismo, José Carlos Fagundes e o Secretario de Desenvolvimento Econômico, Valter Oliveira.

     Foram entregues 25 violões, cinco estantes, 25 cordas de violão, 30 baterias de nove Walts, 50 cadernos de música e 50 livros de iniciação de violão. O investimento foi de R$ 23. 700, sendo R$13.700 da prefeitura e R$10.000 das Irmãs da Paróquia São José, por meio da Anari Felipe Nantes.

     O projeto Musicalizando começou no ano de 2007, com seis alunos estudando na cidade. Hoje, são 82 alunos, que estudam na aldeia. O grupo já apresentou em várias cidades, entre eles Caarapó, Dourados e Campo Grande. No mês de setembro próximo apresentará em Brasília na I Conferência Nacional da Educação Escolar Indígena.

     





    May 19

    Protesto na Aldeia Te'yikue

    Os alunos da Escola Estadual Indígena Yvy Poty de Ensino Médio  protesta por falta de pessoas para preparar as merenda, e  esta com muita dificuldade para estudar, também a falta de espaço físico para sala de tecnologia quase dois que os computadores chegaram à escola, mas, por falta de sala ate hoje esta na caixa.

    May 14

    Escola Ñandejara-Pólo realiza atividades com alunos

     A Bióloga Professora Rosalina P. de Souza do Ensino Fundamental da Escola Ñandejara Polo, juntamente com os alunos
    do 9 Ano "A", fizeram um projeto pratico sobre a aulas de quimica que vinha ministrando, junto a eles, visando
    a realidade dos mesmos.
    As aulas foram produtivas onde os alunos associaram melhor os conteúdos, sobre os diversos tipos de misturas que podemos fazer, possibilitou também um melhor relacionamento entre o professor e alunos.
    os mesmos através dos seus desenpenhos confeccionou bolos, queijo, rosca, enfim alimentos preparados por eles, utilizando ingredientes que possuiam.

    alunos do 9 Ano
    para nos aprender novas composições de misturas é importante pois, em nossas casas fazemos diariamente, só que as misturas e não paramos para observar, só fazemos isso se formos estimulados.
    aprendemos que não e preciso muitos ingredientes, para se fazer um bolo,doce,queijo,pão etc.Mas pouco que temos ,podemos realizar ,fazer coisas que   nen nós sabiamos que podia fazer.

    Todos Nos juntos apredemos muitos mais ainda não sabemos tudos,mas procuramos aprenden tudo que podemos.
    A coordenadora Renata Castelão disse: Que a importnacia dessa aula de ciências na teoria na sala e ate a familia ,com acesso o ensino aprendizagem , essa aula é muito importante para desenvolvimento de cada professor na prática na sala de aula.
    E a professora Rosalina de Souza falou:Que Tive o prazer de desenvolver o conteúdo tanto quanto na prática ,estimulei todos na sala a fazer a sua mistura e verificar o resultado, o que e interessante, e que todos querem ver o resultados do trabalho .Obtive bons resultados e percebi que quando se associa os conteúdos com a realidade dos alunos o aprendizam tem um ótimo retorno.




    May 06

    Professores da região reuniram-se em Amambaí MS

    Professores da região reuniram-se em Amambaí MS, Nos dias 27,28 e 29 de Abril para o curso de capacitação continuada - Aprendizagem em foco de 6° ao 9° do Ensino Fundamental e Ensino Médio, Promovido pela SED Secretaria de Educação Estadual do Estado.

    As professoras Andréia, Patrícia, Rosalina e Eliane, Juntamente com os professores Aparecido Sérgio Bereta, Daniela e Rodinei, Foram os representante da Escola Estadual Indígena Yvy Poty, situada na Aldeia te’yikue do Município de Caarapó MS.

    No encontro foram debatido os projeto político Pedagógico das Escolas, o Referencial Curricular do Ensino Fundamental Médio, bem como atividade desenvolvida direta e indireta os professores, as escolas, os alunos e ate mesmo os pais.


    April 21

    Terça-Feira


    Corrida de Cavalo, torneio de Malha e torneia de Futsal Masculino e Feminino
    são atividade de hoje na Semana dos Povos Indígenas.

    April 20

    Segunda-feira

    Voleibol, torneio de Escolinha de Esporte e corrida Rustíca 05 Km são atração da atividade  na Semana dos Povos Indígenas, Paulinho de Souza e Dara Ramires chegaram em 1°Lugar na corrida Rustíca 05 Km .
     
     
    April 17

    Cronograma da Semana dos Povos Indígena

     

     

     

    CRONOGRAMA DA XIII SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS

     

     

    Domingo 19/04

    Segunda Feira 20/04

    Terça feira 21/04

    Quarta feira 22/04

    Quinta feira 23/04

    Sexta Feira 24/04

    Sábado 25/04

    Torneio de futebol de campo adulto

    (comunidade)

    07:30 – corrida rústica.

    08:30 voleibol misto.

    torneio das escolinhas de futebol suíço 96/97/98

    /95/94/93e 92/91/90

     

    07:30 corrida de cavalo (classificação)

    08:30 torneio de malha / torneio das escolinhas de futsal.

    95/96/97 – feminino

    98/99/00 – feminino

    98/99/00 - masculino

    Provas típicas

    07:30 arco e flecha / estilingue e futsal feminino adulto.

    08:30 lança

    09:30 cabo da paz

    07:30 corrida de cavalo e jegue (final)

    08:30 atletismo

    7:30 corrida de bicicleta

    08:300 atletismo

    Fórum  Indígena

    13:00 continuação do torneio das escolinhas de futsal/torneio de malha

    13:00 continuação do torneio das escolinhas de futsal / torneio de malha

    14:00 pescaria

    13:00 finais do torneio de futsal feminino

     

     

         Filhos da Terra

     

    Quando andávamos longe...

    Ao som do mbaraka!

    A coroa era o nosso cocar.

    Havia liberdade em nosso Tekoha.

     

    O som do mimby cortando a mata...

    Nos acompanhava, dava confiança.

    Andávamos como filhos da terra pela floresta.

    Nosso ensino estava presente em todo momento, em todo lugar.

     

    Nosso tekoha foi afetado.

    A diminuição da terra veio nos sufocar.

    Em nome do tal “progresso”,

    Da devastação das matas e do agro negocio.

     

    Hoje nosso retrato é visto desfigurado.

    A violência avança

    O álcool, a droga causa grande dor.

    A sociedade branca nos vê sem valor.

     

    Mas o mbaraka ressoa...

    O som do mimby atravessa o tempo...

    Nossa cultura, nossa língua, nossa reza.

    Estão vivas... latentes

    Desafiando-nos a todo instante.

    A reavivar agora e sempre

    O tekoha do passado no presente.

    Na luta pela terra

    E no fortalecimento do nosso jeito de ser!  

     

    Mbo’epy pehẽgue há mba’erogapegua omambarete haguã ñande py’aguapy.

     

     

     

     Educação familiar e escolar é o suporte da nossa segurança

     

    Semana Dos Povos Indígena na Aldeia Te'yikue

    Por Rosileide Barbosa de Carvalho

     O primeiro Habitante do Brasil foi o índio, e ao longo dos anos essa terra foi invadida pelos portugueses, e os índios foram expulsos de suas terras, há lembranças em nossas memórias que fortalece a nossa luta Guarani e kaiowa, por um mundo melhor e o mês de abril é a Semana dos Povos Indígenas, que mais de quinhentos anos de resistências, onde comemoramos a nossas conquista, agradecemos com cantos, rezas e guachire e chicha ao nosso deus tupã, para iluminar o nosso caminho.

    E a constituição de 1988 nos garante a participação para discutir a política indígena reivindicando os seus direitos, e fortalecer a identidade e ser autonomia sustentabilidade melhorar a qualidade de vida dessa comunidade.

    É realizada pela a comunidade da reserva Te’yikue, é o XIII Semana dos Povos Indígenas, que inicia com a programação de 19 a 25 de Abril com varias modalidades de competição e premiação, envolvendo a comunidade, liderança, pais, alunos e professores para resgatar e fortalecer nossa cultura.

    Nessa luta pela vida, que dividimos a responsabilidade e o compromisso de cada órgão que luta pela causa indígena, para traçar a meta de construir o mundo nesse XIII Fórum.

    O Fórum é uma conquista para nos, nas semanas dos povos indígenas tem as mini conferência, onde são refletidos os problemas e dificuldades e colocando proposta para debater no dia do fórum, e são encaminhados documentos para minimizar a dificuldades e os problemas.

    O tema para ser discutidos no fórum é baseado nos problemas das comunidades como na saúde, educação, produção. E o tema desse ano:

    Português

    Educação familiar e escolar é o suporte da nossa segurança

    Guarani

    Mbo’epy pehengue há mbo’erogapegua omombarete haguã ñande py’aguapy