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    June 30

    Recuperação cultural e espacial no cotidiano de jovens indígenas

    Por:Maria Alice da Cruz

    Edição das imagens: 
    Luís Paulo Silva

    Ramires

    [25/6/2009] Um dia empurrados pela colonização européia, os primeiros habitantes do Brasil viram suas aldeias perdendo cada vez mais espaço para viver sua cultura, principalmente a caça, a pesca e os rituais. Hoje, seus descendentes têm até escolas de nível fundamental, médio e licenciatura, mas são muito mais que o número de famílias que habitavam a região da fronteira Brasil-Paraguai antes de os fazendeiros chegarem. Mais orientados, os jovens da aldeia sabem o pedaço de terra que os pertence e precisam para garantir sua sobrevivência. “Se as crianças e os adolescentes vão às terras das fazendas para caçar e pescar sofrem violência por parte dos fazendeiros”, acrescentou o diretor da Escola Ñande Jará, em Dourados, Lídio Cavanha Ramires, na abertura do seminário “Oguatá Porá”. O evento, realizado na quarta-feira (24), faz parte da parceria entre o Núcleo de Estudos de População (Nepo) da Unicamp, o Núcleo de Estudos e Pesquisas das Populações Indígenas (Neppi) e da Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS).

    Ao falar da Aldeia Caarapó, em Mato Grosso do Sul, à qual pertence, Ramires explicou que, desde que foi formada, em 1924, os 3,6 mil hectares iniciais foram reduzidos para 3.594, com a chegada dos fazendeiros. Marta Maria do Amaral AzevedoAs questões espaciais aumentam com o crescimento populacional, pois, se antes a aldeia contava com 50 famílias (cerca de 400 pessoas), atualmente abriga 5,2 mil pessoas. “Em 85 anos, a população aumentou muito, pois recebe famílias de outras aldeias. Com isso, o espaço para produção de alimentos e para as atividades culturais diminuiu”.

    Entre as questões estudadas na escola, entre os adolescentes e as lideranças, está a questão da manutenção da cultura da comunidade, abalada pelo avanço acelerado da tecnologia, e também da violência. “A preocupação é manter as tradições por causa dos idosos. O interesse das crianças por celularese televisão estão entre as coisas que afetam os idosos. Eles se sentem menos valorizados pelos adolescentes

    Anari Felipe NantesAssim como Ramires, muitos jovens são beneficiados com a criação da Escola Ñande Jará, fundada especialmente para atender crianças e adolescentes da aldeia, em 1997. Atualmente, ele cursa o terceiro ano de licenciatura na Universidade Federal de Dourados, depois de ter recebido formação na escola indígena, que alfabetiza tanto pela ortografia tupi-guarani quanto na língua portuguesa. De acordo com a diretora da escola, Anari Felipe Nantes, a unidade foi inaugurada em parceria com a Secretaria de Educação do Estado do Mato Grosso do Sul, a partir de um diagnóstico de evasão escolar e repetência. Ela conta que, em contato com lideranças da comunidade, foi constatada a necessidade de se ter uma escola que levasse em considerações a realidade cultural e lingüística da população. “A decisão foi repensar a escola, a partir desta realidade e com a contribuição da comunidade. Precisamos entender qual proposta de educação queriam e o que gostariam que fosse ensinado. Hoje, temos um quadro de 40 professores, dois deles formados na aldeia”, explica.

    A coordenadora do seminário, professora Marta Maria do Amaral Azevedo, disse que o projeto Oguatá Porã surgiu em 2007, com a necessidade, apontada pelo Ministério Público Federal, de um mapeamento dos guaranis localizados na fronteira Brasil-Paraguai. Ela disse que, até hoje, é difícil saber quais são os indígenas que realmente pertencem às aldeias brasileiras. “Nas escolas pertencentes à Ñande Jará chegam crianças do Paraguai precisando se matricular. Não há como negar. Há muitas questões em jogo, como jovens paraguaias que chegam num hospital brasileiro e não podem ser atendidas por terem documentações paraguaias”, enfatiza. A maior tentativa de concretizar um censo dessa população está em andamento numa parceria do Núcleo de Estudos de Povos Indígenas, do Núcleo de Estudos da População e da Universidade Católica Dom Bosco. A ferramenta para armazenar esses dados já está disponível, mas Marta adianta que é um trabalho complexo, pela própria formação das famílias indígenas e distribuição dos domicílios. “Normalmente, uma mesma família se divide em várias casas dentro de um mesmo espaço”. Ramires disse que os professores fazem esforço entre os adolescentes para ouvirem os idosos, colherem o maios número de dados dos avós e outras pessoas da família.

    O coordenador do Programa Kaiowá e Guarani e professor da UCDB, Antônio Brand, explicou que, no decorrer do processo de colonização a população indígena foi “empurrada” e teve de se aglomerar. Cada um tinha sua autonomia, sua liderança, mas acabaram sendo empurrados para o mesmo espaço. Era o único espaço em que um guarani seria reconhecido como tal. Então, os relacionamentos que integram essas comunidades são complexos

    June 25

    Dia do Temity Ara na Aldeia Te'yikue

    Foi celebrado hoje, dia 24 de junho, a festa do Temity Ara,  batismo das sementes e da roça, na aldeia te'ýikue. Esta data marca o início do calendário Kaiowá, segundo o prof. Eliel Benites. Durante o encontro,  houve encontro de rezadores, exposição de fotos do primeiro Aty Guassú (1995) e  imagens antigas dos Guarani que estavam no aacervo do Museu do Índio (1927). Houve almoço de comidas típicas como locro e chicha. Participaram da atividade, além da comunidade, representantes da Câmara Municipal, inclusive o vereador indígena Otoniel Ricardo, a Universidade Católica Dom Bosco e o CIMI. Durante a cerimônia,  foi possível observar a alegria dos Kaiowá com sua dança, sua religiosidade e suas tradições. Foi um momento bastante significativo em que o apoio do Ponto de Cultura e do Ministério da Cultura foram importantes para a realização da cerimônia. Esta comunidade tem manifestado grande interesse na revitalização de projetos relacionadas à produção de alimentos. Entre as necessidades levantadas durante a festa, temos o fortalecimento de iniciativas como mais pontos de cultura para as áreas Guarani, políticas culturais que visem atender os jovens indígenas (teatro, dança, música, foto, vídeo), propostas que visem a continuidade destes pontos (economia da cultura, oficinas elaboração de projetos, laboratório de edição de vídeo) e que articulem (acesso à internet) várias comunidades.
    Fontes. www.tekoarandu.org



    June 17

    Cras da Aldeia Te'yikue realiza a pré Conferência da Assistencia Social

    Esta sendo realizada uma pré conferência da assistência social a pedido das assistências e comunidade, para levantar proposta na conferência em Caarapó MS, no dia 25 de Junho de 2009, local centro da criança da cidade, também será eleito os delegados para representar a aldeia.

    Alem do grupo das mulheres Kuña Arandu Kuera, tiveram também Vereador Otoniel Ricardo, Alessandra Galbin representando a Funai, Miria Oliveira Marques da Ação Social, Aline Feltrin Psicóloga, Jose Hemilson Psicólogo,Eliel Benites Coordenador da Escola  Estadual Yvy Poty,Renata Castelão Coordenadora da Escola Municipal Indígena Nandejara-Pólo, Jose Lescano Lideranças, Rosany Dacome.

    Os principais tema que serão discutido, são Participação e Controle Social, Dimensão Controle Social e outros assuntos importante da sociedade Indígena e não indígena.

    Jerry Espindola Visita o projeto Musicalizando da Aldeia Te'yikue

    Imagem Elivelton de Souza

    O musico Jerry Espíndola esteve dia 10. 06.2009 na quarta feira na Escola Ñandejara da aldeia Te’yikue Caarapó-MS ,dando palestra ao aluno do Projeto Musicalizando da aldeia Te'yikue Caarapó MS, em parceria com a FUNATI,mesmo com muita chuva ele fez questão de visitar a aldeia, ficou muito impressionado na apresentação do aluno na recepção juntamente com o professor Roberto Teixeira,na ocasião ele contou a sua historia e cantou  de ante de vários aluno presente,

    Jerry é o mais novo dos irmãos Espíndola, chamado por eles de "temporão", apelidado pela mãe Alba de Jerry. Desde pequeno, pela influência dos irmãos Tetê, Geraldo, Celito e Alzira, que já faziam sucesso em São Paulo com o Tetê e o Lirio Selvagem, Jerry sempre quis ser músico. Na época do "Lirio Selvagem", quase toda a família se transladou para São Paulo, somente o pai Francisco continuou residindo em Campo Grande (Mato Grosso do Sul). E Jerry viu de perto todo o glamour da vida de um artista, e aprendeu os erros dessa vida bem cedo.

    Segundo Professor Roberto Teixeira o objetivo dessa visita que os alunos do projeto se interessam e conheçam os artistas e a musica sul mato-grossense, não só ele, mas, também os outros artistas do estado como Guilherme Rondon, ao fim da sua apresentação os professores Indígena agradeceu a sua presença na aldeia.



    June 09

    Projeto Muzicalizando da aldeia Te'yikue recebe os violões

    Nesta terça-feira, dia 09 de Junho, foram entregues, na escola Indígena Ñandejara, os instrumentos do projeto Musicalizando. Além do professor do projeto, Roberto Teixeira estiveram presentes o Vereador Otoniel Ricardo, o Capitão Israel Quevedo, o Secretario de Educação, Apolinário Cândado, o Coordenador de Departamento de Cultura e Turismo, José Carlos Fagundes e o Secretario de Desenvolvimento Econômico, Valter Oliveira.

     Foram entregues 25 violões, cinco estantes, 25 cordas de violão, 30 baterias de nove Walts, 50 cadernos de música e 50 livros de iniciação de violão. O investimento foi de R$ 23. 700, sendo R$13.700 da prefeitura e R$10.000 das Irmãs da Paróquia São José, por meio da Anari Felipe Nantes.

     O projeto Musicalizando começou no ano de 2007, com seis alunos estudando na cidade. Hoje, são 82 alunos, que estudam na aldeia. O grupo já apresentou em várias cidades, entre eles Caarapó, Dourados e Campo Grande. No mês de setembro próximo apresentará em Brasília na I Conferência Nacional da Educação Escolar Indígena.