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    October 26

    Escola Ñandejara Conquista Titulo da Copa da juventude 2009

    Pela rivalidade dentro e fora da quadra as equipes da Ñandejara Pólo  e Ramona Pedroso fizeram  um jogo muito truncado e catibando,  tanto que o 2 a 1 mostra o equilíbrio das equipes.

    Por já terem feito finais da copa da juventude e Jems o jogo  foi disputado lance a lance dentro e fora das quatro linhas, os gol saiu só no segundo tempo o time do Ramona fez contra aos três minutos e a atleta da Ramona marcou e empatou o jogo. Aos  nove minutos  Tainara chutou de longe e fez o gol  do título.

    Segundo  os treinadores Paulo Roberto e Vinicius Artemam pelo esforço e preparação do time já e hora de conquistar titulo, essa equipe já vinha buscando há muito tempo essa conquista e muito festejada na Escola Ñandejara da Aldeia Te’yikue e foi à moda Guarani e Kaiowa.

    A Escola Ñandejara Agradece o apoio e incentivo do Departamento de Esporte e da Administração Municipal.


    Festival Canta Caarapó na Aldeia Te'yikue

    Foi uma festa na realização de canta Caarapó 2009 na Aldeia Te’yikue Caarapó MS, No ultimo sábado 24 de outubro, realizada pela Secretária municipal de Desenvolvimento econômico e Departamento de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Caarapó.

    Disputa emocionante em várias categorias entre eles, Gospel Infantil, Livre Infantil, Gospel Adulto e Livre Adulto, os jurado tiveram muito trabalho para julgar, foi interrompido por um instante para receber os jogadores campeão da Copa da Juventude contra Ramona de Dourados por 2 a 1.

    Continuando a cantoria no final, na Categoria Gospel Infantil Tiane Benites ficou em 3°,Nathyely Marques em 2° e Jazanea Benites em 1° , na Categoria adulto Gospel Paulinho de Souza em 3°, a dupla Adenilson Daniel e Edson Daniel em 2°,Valdir Vilhalva em 1°, e no livre Infantil Lidice Serrano em 3° ,Nadia Ortiz em 2° e Josiane de Souza em 1°,Categoria Livre Adulto Rosali da Silva em 3°,a dupla Eliel Benites e Eliezer Benites em 2° e Valdemilson Benites pela segundo vez consecutivo ficou em 1° lugar.

    Segundo Organizadores a chuva atrapalhou um pouco, mas prosseguiu com muita animação, esta e 5° edição do evento no município na aldeia e segundo evento mais importante depois da semana dos povos Indígenas.


    Video no www.tekoarandu.org Link galeria de video

    ou www.youtube.com/devanildoramires Links Direto

     


    October 20

    Alegrias da direita

     “A notícia sobre a "alegria" da Famasul revela o recrudescimento da disputa ideológica, política, administrativo, parlamentar, judicial e midiática que já está em curso.
    Os povos indígenas e seus aliados mantém-se maobilizados com sólidos argumentos para impedir a consagração dos interesses capitalistas sobre as terras indígenas e dos trabalhadores.”(Paulo G – 4/10/09)

     

    O direito à alegria é sagrado e universal. Deveria até constar na declaração universal dos direitos humanos. Agora quando essa alegria se dá com a negação dos direitos  coletivos de povos ou comunidades, então o nome é outro, é no mínimo sacanagem.

     

    A corda e o acórdão

    Quando os interesses de políticos e grupos econômicos tentam tripudiar  sobre o direito dos povos indígenas, estão na verdade fazendo apenas uma leitura jurídica,  insustentável quanto ao processo dos direitos dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Gostaria de trazer a análise que a esse respeito faz um dos maiores conhecedores em termos de legislação referente aos povos indígenas hoje no Brasil. Ele assim se expressa a respeito da “temporalidade”, com a qual trombetearam forças da direita que seria o fim da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul:

    “A ânsia da direita em extrair as conseqüências nefastas e genocidas para os povos indígenas os leva a não considerar ou a menosprezar o seguinte tópico da Ementa do Acórdão do julgamento da Petição nº 3388, que decidiu sobre a regularidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, elaborada pelo Relator, Min. Carlos Brito:
    "11.2. O marco da tradicionalidade da ocupação. É preciso que esse estar coletivamente situado em certo espaço fundiário também ostente o caráter da perdurabilidade, no sentido anímico e psíquico de continuidade etnográfica. A tradicionalidade da posse nativa, no entanto, não se perde onde, ao tempo da promulgação da Lei Maior de 1988, a reocupação apenas não ocorreu por efeito de renitente esbulho por parte de não-índios. Caso das fazendas situadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, cuja ocupação não arrefeceu nos índios sua capacidade de resist ência e de afirmação da sua peculiar presença em todo o complexo geográfico da Raposa Serra do Sol"

    Este tópico da ementa aparece logo após o tópico que reconhece o marco temporal dos direitos originários dos povos indígenas sobre as terras que tradicionalmente ocupam como sendo o início da vigência da CF, em 5/10/1988.
    Isto significa que os invasores das terras indígenas não têm como pretender se legitimar nas terras que ocupam com base nas agressões e violências que praticaram e ainda praticam contra os povos indígenas.
    E esta é exatamente a hipótese que há décadas massacram os Kaiowá/Guarani, no Mato Grosso do Sul, como oprimem vários outros povos indígenas.”(Paulo Machado)

    Portanto pretender prender com uma corda as terras Guarani, através do referido acórdão é no mínimo uma insanidade.

     

     Sepé Tiaraju

     

    Desde o mês de setembro Sepé Tiaraju, Guarani, é um dos 10 inscritos no livro de Aço dos Heróis Nacionais. Não vi nem ouvi  que algum dos 300 mil Guarani sobreviventes do massacre e que hoje estão em cinco países da América do Sul,  tivesse se regozijado ou festado a homenagem, justa, sem dúvida. Dos descendentes Estados coloniais querem muito mais do que reconhecimentos, que mais soam a dor de consciência pelo massacre perpetrado do que um gesto de reconhecimento de direitos, e principalmente  de suas terras tradicionais, espaços vitais para sua sobrevivência com dignidade.

     

    Os Guarani continuarão sua dura jornada histórica de resistência e luta, buscando cada vez mais articular e unir suas forças para a conquista de seus direitos. O mês de outubro é o mês especialmente dedicado aos povos da Grande Nação Guarani. Vários encontros e eventos estão sendo realizados nos diversos países em que vivem hoje. Na próxima semana será realizada uma Aty Guasu-Grande Assembléia Guarani na Terra Indígena Yvy Katu, um encontro com representantes dos diversos países no Paraná. O Encontro continental previsto a ser  realizado com o apoio do Ministério da Cultura e vários outros ministérios e entidades nacionais e internacionais, seria realizaria na aldeia Guyraroka, foi transferido para início do próximo ano para  Foz do Iguaçu. Está agendado  o III Encontro Continental Guarani, previsto para se realizar no Paraguai no próximo ano. E assim a agenda de luta do povo Guarani vai se ampliando com um mundo cada vez mais solidário com sua causa.

     

    Sepé Tiaraju certamente estará inspirando e dando força a seu povo nessa luta que continua tão desigual quanto em todo o período da invasão colonial. Os Guarani não precisam de um herói no livro de Ação. Precisam sim, o reconhecimento de seus direitos, o respeito e o reconhecimento de suas terras e seu teko – maneira de ser e viver Guarani.

     

    Abrindo portas fechando estradas

     

    Os Terena no Mato Grosso do Sul, decidiram por um ato de visibilidade à situação de morosidade e paralisação dos trabalhos de identificação de suas terras. Na madrugada de ontem fecharam as  BR 163 e MS 162 para dizer ao país que os processos de identificação e regularização de suas terras estão inexplicavelmente paralisadas. “Queremos que demarquem logo nossas terras. Só queremos isso. E caso não  houver continuidade, nós vamos demarcar nossas terras, do jeito que sabemos fazer”, expressou um dos líderes.

     

    Desta forma, fechando estradas, é que entendem poder abrir as portas para a continuidade dos trabalhos demarcatórios de suas terras. Enquanto a direita comemora os povos indígenas fazem avançar a esperança.

     

    Egon Heck

    Cimi MS

    Campo Grande, 7 de outubro de 2009