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NoticiaNoticia da Aldeia Te'yikue e região |
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October 26 Escola Ñandejara Conquista Titulo da Copa da juventude 2009
Por já terem feito finais da copa da juventude e Jems o jogo foi disputado lance a lance dentro e fora das quatro linhas, os gol saiu só no segundo tempo o time do Ramona fez contra aos três minutos e a atleta da Ramona marcou e empatou o jogo. Aos nove minutos Tainara chutou de longe e fez o gol do título. Segundo os treinadores Paulo Roberto e Vinicius Artemam pelo esforço e preparação do time já e hora de conquistar titulo, essa equipe já vinha buscando há muito tempo essa conquista e muito festejada na Escola Ñandejara da Aldeia Te’yikue e foi à moda Guarani e Kaiowa. A Escola Ñandejara Agradece o apoio e incentivo do Departamento de Esporte e da Administração Municipal. Festival Canta Caarapó na Aldeia Te'yikue
Disputa emocionante em várias categorias entre eles, Gospel Infantil, Livre Infantil, Gospel Adulto e Livre Adulto, os jurado tiveram muito trabalho para julgar, foi interrompido por um instante para receber os jogadores campeão da Copa da Juventude contra Ramona de Dourados por 2 a 1. Continuando a cantoria no final, na Categoria Gospel Infantil Tiane Benites ficou em 3°,Nathyely Marques em 2° e Jazanea Benites em 1° , na Categoria adulto Gospel Paulinho de Souza em 3°, a dupla Adenilson Daniel e Edson Daniel em 2°,Valdir Vilhalva em 1°, e no livre Infantil Lidice Serrano em 3° ,Nadia Ortiz em 2° e Josiane de Souza em 1°,Categoria Livre Adulto Rosali da Silva em 3°,a dupla Eliel Benites e Eliezer Benites em 2° e Valdemilson Benites pela segundo vez consecutivo ficou em 1° lugar. Segundo Organizadores a chuva atrapalhou um pouco, mas prosseguiu com muita animação, esta e 5° edição do evento no município na aldeia e segundo evento mais importante depois da semana dos povos Indígenas. Video no www.tekoarandu.org Link galeria de video ou www.youtube.com/devanildoramires Links Direto
October 20 Alegrias da direita “A notícia sobre a "alegria" da Famasul revela o recrudescimento da disputa ideológica, política, administrativo, parlamentar, judicial e midiática que já está em curso.
O direito à alegria é sagrado e universal. Deveria até constar na declaração universal dos direitos humanos. Agora quando essa alegria se dá com a negação dos direitos coletivos de povos ou comunidades, então o nome é outro, é no mínimo sacanagem.
A corda e o acórdão Quando os interesses de políticos e grupos econômicos tentam tripudiar sobre o direito dos povos indígenas, estão na verdade fazendo apenas uma leitura jurídica, insustentável quanto ao processo dos direitos dos povos indígenas no Mato Grosso do Sul. Gostaria de trazer a análise que a esse respeito faz um dos maiores conhecedores em termos de legislação referente aos povos indígenas hoje no Brasil. Ele assim se expressa a respeito da “temporalidade”, com a qual trombetearam forças da direita que seria o fim da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul: “A ânsia da direita em extrair as conseqüências nefastas e genocidas para os povos indígenas os leva a não considerar ou a menosprezar o seguinte tópico da Ementa do Acórdão do julgamento da Petição nº 3388, que decidiu sobre a regularidade da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, elaborada pelo Relator, Min. Carlos Brito: Portanto pretender prender com uma corda as terras Guarani, através do referido acórdão é no mínimo uma insanidade.
Sepé Tiaraju
Desde o mês de setembro Sepé Tiaraju, Guarani, é um dos 10 inscritos no livro de Aço dos Heróis Nacionais. Não vi nem ouvi que algum dos 300 mil Guarani sobreviventes do massacre e que hoje estão em cinco países da América do Sul, tivesse se regozijado ou festado a homenagem, justa, sem dúvida. Dos descendentes Estados coloniais querem muito mais do que reconhecimentos, que mais soam a dor de consciência pelo massacre perpetrado do que um gesto de reconhecimento de direitos, e principalmente de suas terras tradicionais, espaços vitais para sua sobrevivência com dignidade.
Os Guarani continuarão sua dura jornada histórica de resistência e luta, buscando cada vez mais articular e unir suas forças para a conquista de seus direitos. O mês de outubro é o mês especialmente dedicado aos povos da Grande Nação Guarani. Vários encontros e eventos estão sendo realizados nos diversos países em que vivem hoje. Na próxima semana será realizada uma Aty Guasu-Grande Assembléia Guarani na Terra Indígena Yvy Katu, um encontro com representantes dos diversos países no Paraná. O Encontro continental previsto a ser realizado com o apoio do Ministério da Cultura e vários outros ministérios e entidades nacionais e internacionais, seria realizaria na aldeia Guyraroka, foi transferido para início do próximo ano para Foz do Iguaçu. Está agendado o III Encontro Continental Guarani, previsto para se realizar no Paraguai no próximo ano. E assim a agenda de luta do povo Guarani vai se ampliando com um mundo cada vez mais solidário com sua causa.
Sepé Tiaraju certamente estará inspirando e dando força a seu povo nessa luta que continua tão desigual quanto em todo o período da invasão colonial. Os Guarani não precisam de um herói no livro de Ação. Precisam sim, o reconhecimento de seus direitos, o respeito e o reconhecimento de suas terras e seu teko – maneira de ser e viver Guarani.
Abrindo portas fechando estradas
Os Terena no Mato Grosso do Sul, decidiram por um ato de visibilidade à situação de morosidade e paralisação dos trabalhos de identificação de suas terras. Na madrugada de ontem fecharam as BR 163 e MS 162 para dizer ao país que os processos de identificação e regularização de suas terras estão inexplicavelmente paralisadas. “Queremos que demarquem logo nossas terras. Só queremos isso. E caso não houver continuidade, nós vamos demarcar nossas terras, do jeito que sabemos fazer”, expressou um dos líderes.
Desta forma, fechando estradas, é que entendem poder abrir as portas para a continuidade dos trabalhos demarcatórios de suas terras. Enquanto a direita comemora os povos indígenas fazem avançar a esperança.
Egon Heck Cimi MS Campo Grande, 7 de outubro de 2009
September 14 Despejo Ñanderu Laranjeiras: o extermíndio é assim Por ordem da justiça, os indígenas tiveram que se retirar até as 12h e 40 minutos deste dia. Mais uma vez foram expulsos de sua terra. Lá tinham casas, mata, rios, histórias. Em meio ao desespero das crianças, de idosos, de todos, uma liderança se levanta e afirma: “O nosso sangue também é vermelho. ” Será? Será leitor que o sangue dos indígenas é tão vermelho quanto o dos não indígenas? Porque se for, o que justifica tanta falta de respeito para com os outros? Pois sim, o problema não é o da cor do sangue, trata-se de um problema social e que não é recente. Tudo começou com a questionável teoria de que Cabral, junto com os demais portugueses, descobriram o Brasil. Por acaso, eles estavam a correr para as Índias em busca de especiarias, quando no meio do caminho tinha uma pepita. Valiosa, mui valiosa amigos. Desde então, o escrivão Pero Vaz de Caminha, já documentara a existência dos povos indígenas. Mas até hoje, muitos insistem na inexistência deles. Ou na crença de que eles não eram daqui. Os portugueses, salvo muitos da atualidade, invadiram o Brasil. Impuseram sua língua, sua religião, seus costumes, seus hábitos alimentares. E muitas de suas limitações para entender a lógica cultural dos outros. E há mais de 500 anos, os povos indígenas vem sendo execrados pela sociedade por lutarem para que sua cultura permaneça. Lutando pela garantia de sua identidade étnica; que o capitalismo persiste em massificar. Por acaso, o “dono”, (digo assim porque não consigo compreender, conceber a terra enquanto propriedade privada) da fazenda onde os índios Guarani e Kaiowá da Ñanderu Laranjeiras foram despejados é conhecido como Português. Sei que há muitos portugueses que não merecem essas palavras, mas não importa, não é a eles a quem me refiro. O Português conseguiu, por enquanto, que os índios fossem expulsos de suas terras. Os índios, sem ter para onde ir, foram para o lado de lá da porteira, onde a extinta floresta, é cortada por uma rodovia veloz. Montaram barracas de lona, simples e barata doada por alguém, que com certeza não resistiria à água que prometia os céus. Nem ao sol escaldante que precedia tal chuva. Foi embaixo desse sol escaldante, em que se prostravam crianças, idosos, homens e mulheres em posição de desespero e luta; juntos, unidos, que receberam a presença esperada da Polícia Federal. Em várias viaturas, vestidos de preto, os homens com armas, as mulheres com spray de pimenta, chegaram para o “diálogo”. As crianças Guarani e Kaiowá olhavam curiosas e intrigadas sem entender o motivo da presença dos policiais ali. Já os policiais, olhavam intrigados a se perguntar do porquê os índios davam as mãos, as mulheres batiam a taquara no chão, em roda, homens, mulheres, crianças, sorrindo, cantando. Rezando. O Português chegou. Os índios em coro pediam para que ele saísse. Ele não podia compartilhar tanta tristeza. Ele era o culpado. Quando as viaturas se foram, deixaram aos índios um prazo de cinco dias para retirarem as estruturas de suas casas e a permissão para que eles permanecessem em frente a fazenda. No limite da porteira até a beira da rodovia. Isso, para que pudessem recomeçar já que são de lugar nenhum e lá estão, em vigília constante. De mãos dadas puxaram um guaxiré, esperançosos por justiça, desamparados, abandonados. Mas não terão medo. E Não desistirão. Porque são o povo Guarani, o grande povo. A chuva chega no sol poente. Os Guarani e Kaiowá ficaram lá. Mais uma vez, a esperar. Maldito seja o latifúndio. Malditas sejam todas as cercas da propriedade privada. Demarcações Já!
September 04 POVO GUARANI KAIOWÁPor Tonico Benites O processo de colonização do território guarani kaiowá começou no período colonial e perdura até os dias atuais. A partir do século XVII seu território foi considerado terra devoluta e os guarani taxados como pagãos, infiéis, errantes e bélicos. O modo de viver dos indígenas não estaria de acordo com a virtude morais e o preceito normalidade da cultura ocidental dominante. Assim, justificavam a interferência na vida dos indígenas através de atividades catequéticas e civilizatórias na lógica de dominação européia. Subtraindo e comercializando os recursos naturais e exterminando os povos indígenas através de processos de violências truculentas. Essas inúmeras descrições e argumentações dos jesuítas, viajantes e administradores coloniais servem até hoje como bases para sistematizar a política de etnocídio na América do Sul. A etnia guarani kaiowá do Mato Grosso do Sul foi uma das vítimas dessa política de extermínio. A partir do século XX, ocorreu a ocupação planejada do território guarani pelos pecuaristas apoiados pela política do Estado, através do órgão indigenista Serviço Proteção aos Índios, criando entre 1915 e 1928 oito minúsculas áreas denominadas de Posto Indígena, exclusivamente para confinar as famílias guaranis e liberar o resto das terras aos fazendeiros. Atualmente, essas áreas criadas não oferecem os mínimos recursos naturais e estão superlotadas. Os indígenas se deparam com diversas situações degradantes e constrangedoras para viver como guarani kaiowá, condenados a sobreviverem confinados em uma terra destruída e sem água potável. Sem condições de se manifestar segundo a cultura guarani. Por esse motivo, grande parte dos integrantes do guarani kaiowá, nos últimos vinte anos entrou em estado de profundo desespero, perplexidade e melancolia, situação que levou ao suicídio mais de 1.000 guarani. Hoje os guarani kaiowá do MS somam aproximadamente 45.000 indivíduos e estão distribuídos em espaços de terras com tamanhos variados, em diferentes condições de regularização fundiária (demarcadas, identificadas, sem nenhuma providência e aguardando reconhecimento do Estado) os quais denominados de posto indígena, aldeia, reserva, terra indígena, acampamento, área conflito. São assentados também em margem da rodovia e periferia das cidades. Neste contexto, os agentes das instituições públicas e organizações religiosas têm compreensão e discursos homogêneos sobre o guarani kaiowá. Contribuem com diversas políticas públicas homogeneizantes, com o intuito de transformar o kaiowá em cidadão comum menos favorecido, assim sendo explorado a mão de obras indígenas como escravos nas usinas de álcool. A Justiça Federal interrompeu os procedimentos de regularização de muitas terras e mandou expulsar os indígenas de suas terras tradicionais. Em decorrência disso muitos líderes kaiowá foram assassinados por pistoleiros das fazendas ou presos ilegalmente por reivindicar as suas terras originais. Não há punição para esses crimes. Essas situações dramáticas foram configuradas principalmente por falta de terras e escassez de recursos naturais. Diante dos fatos vividos os líderes guarani resistem e lutam pela recuperação da terra, baseados nos seus direitos constitucionais Constituição Federal de 1988. Visando a garantir a continuidade de modo de ser e viver do guarani kaiowá. Nota: Tonico Benites é Guarani Kaiowá, professor, mestre e doutorando em antropologia pela UFRJ/RJ |
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